Crítica: Muppets 2 – Procurados e Amados

muppets 2

Em 2011, os Muppets voltaram aos holofotes de Hollywood. Tudo graças aos esforços do ator e roteirista Jason Segel, grande fã dos personagens, que conseguiu em “Os Muppets”, criar uma história sobre o retorno dos bonecos capaz de agradar os fãs antigos e conquistar novos. Após esse longa, a Disney resolveu investir mais no grupo liderado por Kermit, o sapo, e lança agora a continuação “Muppets 2: Procurados e Amados” (Muppets Most Wanted).

O novo filme não conta mais com a participação de Segel e Amy Adams, que formavam a dupla de protagonistas humanos que acompanhavam os Muppets, mas nem por isso perde seu charme, que afinal vem dos bonecos irreverentes e das diversas participações especiais que eles trazem – que aqui vão desde Tom Hiddleston até Lady Gaga. A cena inicial já mostra parte deste encanto, ao fazer uma divertida brincadeira com o fato desta produção ser uma sequência, através de um número musical no qual eles dizem que, como é comum acontecer em continuações, este não será um filme tão bom quanto o original.

Logo após isso começa a história de fato, onde os Muppets se reúnem para fazer uma turnê mundial com a ajuda do estranho Dominic Caramau (Rick Gervais). No meio da turnê, Kermit vai preso após ser confundido com Constatine, o sapo bandido mais procurado do mundo, que possui grandes semelhanças com o anfíbio líder dos Muppets. A partir daí, Constantine toma o lugar de Kermit junto ao grupo (algo já planejado por ele ao lado de Dominic), enquanto Kermit tenta lidar com o fato de estar preso.

A história em si é fraca e previsível, mas os roteiristas dos Muppets parecem não se importar com isso, pois estes são personagens que fazem sucesso justamente com narrativas simples, que brincam com elementos já tradicionais das produções audiovisuais. Tendo isso como objetivo, o filme se sai muito bem, com diversas sequências que fazem rir mesmo beirando ao bizarro – como na cena da música cantada em conjunto por Miss Piggy e Celine Dion, que tem tudo o que um clipe romântico brega deve ter, como a imagem em preto e branco e os efeitos especiais toscos.

As sequências musicais, aliás, são bem divertidas, ainda que o filme tenha uma ou outra que se torna irritante pela repetição do refrão ou simplesmente entediante. Destaque para a música cantada por Tina Fey no papel da guarda Nadya, que além de gostosa de ouvir, é muito engraçada – algo que se deve, em parte, ao carisma de Fey.

Ainda assim, é notável que a narrativa se comporta de maneira falha no que diz respeito em desenvolver seus personagens. Enquanto Kermit, Nadya e os dois vilões são utilizados de forma satisfatória durante o filme, os restante do elenco se torna secundário demais para se acreditar que eles realmente evoluíram durante a trama. Um exemplo é Walter, o Muppet que fez sua estreia no último filme e que possuí significativa relevância nessa continuação. Ele acaba por ser mal utilizado no início da trama, quase que um figurante, tendo um papel ativo somente depois que o filme passa da metade. Miss Piggy é outra personagem que aparece pouco, porém, não necessita de tanto espaço no filme, pois seu temperamento forte faz com que ela roube todas as cenas em que se encontra. Fozzie sofre do mesmo mau que Walter, enquanto Gonzo só tem destaque no momento em que esta junto de Salma Hayek. Enquanto isso, a águia Sam e o agente da Interpol Jean Pierre (Ty Burrell), que teoricamente teriam grande importância para a narrativa, parecem estar ali para preencherem espaço.

Ainda que possua esses erros, os Muppets continuam divertidos. Os fãs antigos não se desapontarão, assim como os mais novos. Mas aqueles que não gostam do estilo de comédia dos Muppets, ou não gostam de marionetes, não devem se aventurar neste filme, já que, embora engraçado, não tem nada de especial.

Detalhe: antes do longa, há a exibição do curta-metragem da Pixar “Central de Festas” (Party Central), onde os personagens de “Universidade Monstros” se unem para fazer a melhor festa universitária já vista. É um curta bem divertido, ainda que não seja um dos mais inspiradores da Pixar (como o belíssimo “Dia & Noite”), valendo a pena chegar no horário correto da sessão do cinema para não perdê-lo.

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